quinta-feira, 15 de maio de 2008

COMO FAZER A METODOLOGIA DO TCC - ALGUMAS ORIENTAÇÕES

  • A seleção dos métodos e técnicas do trabalho científico deve estar diretamente relacionada com o problema a ser estudado.
  • Devem adequar-se: ao problema de pesquisa; o objeto da pesquisa; os recursos financeiros, a equipe humana; as hipóteses levantadas e que se queira confirmar; e ao tipo de informantes com que se vai entrar em contato.
  • Podemos utilizar quantos métodos e técnicas forem necessários ou apropriados para determinado caso.

ASPECTOS FORMAIS:

1. TIPO DE PESQUISA

  • esclarecer se a pesquisa é de natureza exploratória, descritiva ou explicativa (1)
  • esclarecer também acerca do tipo de delineamento adotado (1)

2. POPULAÇÃO E AMOSTRA

  • informações acerca do universo a ser estudado
  • extensão da amostra
  • descrição da maneira como foi selecionada

3. LOCAL

  • descrição do local (instituição, etc.) e o espaço físico onde foi realizada a coleta de dados

4. COLETA DE DADOS

  • descrição das técnicas utilizadas para a coleta de dados
  • incluir modelo de questionários, testes, escalas, roteiros de entrevista ou roteiros de observação quando for o caso

5. ANÁLISE DOS DADOS

  • descrição dos procedimentos a serem adotados tanto para a análise quantitativa quanto qualitativa

(1) GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

EXERCÍCIOS DE REVISÃO DE TROP - PRIMEIRO SEMESTRE

GONZALEZ, Christina H. Transtorno obsessivo-compulsivo. Rev. Bras. Psiquiatr., Out 1999, vol.21, suppl.2, p.31-34.
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é caracterizado pela presença de obsessões e compulsões. Obsessões são idéias, pensamentos, imagens ou impulsos repetitivos e persistentes que são vivenciados como intrusivos e provocam ansiedade. Não são apenas preocupações excessivas em relação a problemas cotidianos. A pessoa tenta ignorá-los, suprimi-los ou neutralizá-los através de um outro pensamento ou ação. Compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais que visam reduzir a ansiedade e afastar as obsessões. Esses rituais freqüentemente são percebidos como algo sem sentido e o indivíduo reconhece que seu comportamento é irracional. Geralmente a pessoa realiza uma compulsão para reduzir o sofrimento causado por uma obsessão. As obsessões mais comuns são: preocupação com sujeira ou secreções corporais, medo de que algo terrível possa acontecer a si mesmo ou a alguém querido, preocupação com simetria e escrupulosidade. As principais compulsões são: lavagem de mãos, verificação de portas, ordenação e arrumação, contagem e colecionismo. Para se fazer um diagnóstico de TOC é necessário que o nível da sintomatologia interfira no funcionamento social, interpessoal, ocupacional ou acadêmico do indivíduo e que os sintomas ocupem mais de uma hora por dia.
A prevalência do TOC ao longo da vida na população geral varia de 2% a 3% e a prevalência anual é de 1,5%. Os sintomas têm início na infância ou na adolescência em um terço a metade dos casos. A distribuição entre os sexos é semelhante, sendo discretamente maior entre as mulheres.
Um dos principais fatores associado à etiologia do TOC é a hereditariedade. São propostos três fenótipos possíveis para o TOC: TOC "esporádico", TOC com história familiar positiva e TOC associado a tiques.
O transtorno de Tourette (TT) é caracterizado pela presensa de múltiplos tiques motores crônicos e ao menos um tique vocal, com duração mínima de um ano e aparecimento antes dos 18 anos. Vários estudos demonstraram que o TT tem etiologia genética, com padrão de transmissão familiar autossômico dominante e penetrância variável de acordo com o sexo: 99% no sexo masculino e 70% no sexo feminino. Dos pacientes com TOC, até 15% têm transtorno de Tourette e dos pacientes com Transtorno de Tourette, 20% a 60% têm sintomas obsessivos e compulsivos.

A PARTIR DO TEXTO ACIMA ELABORE AS QUESTÕES QUE SE SEGUEM.
1) Faça uma transcrição direta do segundo parágrafo do texto (desconsidere os grifos).
2) Faça uma transcrição direta da parte grifada do texto (desconsidere os grifos).
3) Faça uma citação indireta de qualquer trecho do texto.
4) Faça uma transcrição direta da primeira frase do último parágrafo do texto.
A seguir, serão dados alguns componentes bibliográficos de documentos. Elabore corretamente as referências segundo as normas da ABNT.

5) Livro: Novela e sociedade no Brasil que foi publicado em Niterói pela editora EdUFF em 1998. O livro foi escrito por Luís Guimarães Fagundes Gomes.

6) Neste caso foi usado o capítulo: “Ciência e conhecimento científico” do livro: “Fundamentos de metodologia científica” escrito por Marina de Andrade Marconi e Eva Maria Lakatos. O livro foi publicado em 2003 pela editora Atlas em São Paulo e corresponde à 5a edição. O capítulo em questão vai da página 75 até 81.

7) Nome do Livro: Arte Sacra: espaço sagrado hoje. Escrito por Cláudio Pastro em São Paulo pela editora Loyola em 1993.

8) Segundo as normas ABNT, existem três tipos de resumo (além do resumo crítico – resenha): resumo indicativo, resumo informativo, e resumo indicativo/informativo. Explique cada um deles.

9) Como devemos proceder, numa citação, se desejarmos inserir um comentário pessoal dentro de um texto transcrito diretamente?
10) Quando usamos a expressão apud?

11) Sobre a resenha, responda:
a) O que é?
b) Qual é a sua finalidade?
c) Qual é a diferença de uma resenha e um resumo?
d) Quais são os aspectos que ela pode abordar?

12) Durante este semestre vimos dez tipos de pesquisa:
a. Pesquisa bibliográfica
b. Pesquisa Documental
c. Pesquisa experimental
d. Pesquisa ex-post facto
e. Estudo de Coorte
f. Estudo de campo
g. Estudo de caso
h. Levantamento
i. Pesquisa ação
j. Pesquisa participante

Para cada um destes tipos de pesquisa, responda:
I. O que é (responda RESUMIDAMENTE)
II. Formule um problema de pesquisa cujos dados poderiam ser obtidos através de cada um dos delineamentos acima.
III. Formule hipóteses para cada problema de pesquisa elaborado.

13) Sobre fichamento, responda:
a. O que é?
b. Qual é a sua utilidade?
c. Quais são os tipo de fichamento ?
d. Explique brevemente cada tipo.

14) O que é um problema de pesquisa?

15) O que é uma hipótese de pesquisa?

16) Cite e explique três critérios que devem ser seguidos na elaboração de hipóteses.

17) Defina: (cap. 04 do Lara Campos)
1. variável dependente
2. variável independente
3. variável interveniente

18) Quais são os componentes de um projeto de pesquisa?

19) Cite quais são os componentes de um relatório de pesquisa. Explique a finalidade de cada etapa da pesquisa.

20) Defina pesquisa
21) O que é o consentimento livre e esclarecido?
22) Defina sujeito de pesquisa
23) Defina protocolo de pesquisa
24) O que é e para que servem os comitês de ética em pesquisa?
25) Se um sujeito de pesquisa decidir interromper sua participação no meio da coleta de dados, qual deve ser a atitude do pesquisador?
26) Quais são os princípios que devem ser considerados no trabalho de pesquisa com seres humanos? Explique-os.
27) Fale sobre a possibilidade de se remunerar o sujeito de pesquisa.
28) Defina patrocinador de pesquisa.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Compaixão e Moral entre macacos - retirado da veja on-line

A moral dos animais
Gestos de solidariedade e gratidão sãocomuns também entre alguns primatas
Ajudar uma pessoa que está em apuros, ser grato a quem presta algum tipo de favor, fazer as pazes após uma briga – gestos como esses são inerentes ao ser humano, resultam de seus valores morais e éticos. Por isso mesmo, foi com surpresa que os cientistas descobriram que eles também são comuns entre alguns tipos de primata. Os chimpanzés não sabem nadar, mas se arriscam nos tanques dos zoológicos tentando salvar seus colegas. Os macacos rhesus, submetidos a experiência na qual, para obter comida, tinham de puxar uma corrente que dava choques elétricos em seus companheiros, preferiam passar fome. Muitos biólogos acreditam que esse tipo de comportamento, entre os animais, é resultado da mesma corrente da evolução que produziu o senso de moralidade dos seres humanos. A moral e a ética, que para a filosofia são produto da inteligência e da capacidade de raciocínio humanas, na verdade teriam sido gravadas em nosso DNA durante o processo de evolução da espécie.
O maior defensor dessa tese é o primatologista holandês Frans de Waal, que lançou no fim do ano passado o livro Primates and Philosophers: How Morality Evolved (Primatas e Filósofos: Como a Moralidade Evoluiu). Segundo De Waal, ao longo da evolução, os animais que formam comunidades tiveram de imprimir alterações em seu modo de agir para que a vida em grupo seguisse harmoniosa. Essas alterações, de acordo com sua tese, resultariam num conjunto de comportamentos no qual também se baseia a moralidade humana. No fim do ano passado, o biólogo Marc Hauser, da Universidade Harvard, colocou lenha na fogueira ao lançar o livro Moral Minds (Mentes Morais). Nele, o cientista afirma que o cérebro humano tem um mecanismo geneticamente desenvolvido para adquirir regras morais.
Nos últimos anos, a tese da moralidade produzida através da evolução foi alvo de pesadas críticas por parte de psicólogos, filósofos e mesmo alguns biólogos. Agora, começa a amealhar mais adeptos. "Não tenho dúvidas de que compartilhamos alguns padrões de comportamento com os chimpanzés", diz o filósofo americano Philip Kitcher, da Universidade Columbia. Em meio à polêmica, o desafio é desvendar o mistério das semelhanças no modo de agir entre homens e primatas no que diz respeito ao julgamento do que é certo e errado.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Considerações éticas em pesquisas com seres humanos

Retirado de: MORAES, A. B. A. de. Considerações éticas em pesquisas com seres humanos. In: KERBAUY, R. R. Sobre comportamento e cognição. v.5. Santo André: esetec, 2001.

Sede pela descoberta x desrespeito pela integridade física e moral

Nem tudo que é tecnicamente possível será necessariamente ético...

Exemplos,,,

Tráfico de órgãos, embriões...
Questões polêmicas: eutanásia, aborto, métodos reprodutivos, transplantes de órgãos, etc.

Juramento de Hipócrates

Que os doentes fossem observados antes da doença...

Experimentos ao longo da história:

Final da década de 30, aparecimento da sufla (realmente a substância inbia infecções?)
Submeteram prisioneiros a ferimentos e colocavam diversas substâncias, inclusive excrementos.
Metade deles eram tratados com sufla e a outra metade não recebia tratamento.
(a questão das minorias)

Segunda guerra mundial
Como solucionar a necrose de membros inferiores ocorrida em soldados expostos a baixas temperaturas?
Submetiam-se prisioneiros de guerra a tanques gelados, despidos para testar a eficácia de diferentes formas de aquecimento.

Experimentos em Auschwitz com judeus, homossexuais e outras minorias perseguidas pelos nazistas (Menguele)

Nos EUA (também durante a guerra)
Quais os efeitos da radiação no feto?
Submeteram grávidas japonesas e descendentes de alemães à radiação

Primeira normatização ética em pesquisas com seres humanos
Pós-guerra
Código de Nuremberg 1947
Concentimento voluntário do sujeito – AUTONOMIA
Experimentação deve evitar sofrimento ou injúria física ou mental ao sujeito
O risco q o sujeito de pesquisa vai ser submetido não pode exceder a importância do problema que pretende ser resolvido com a pesquisa
O voluntário pode suspender a sua participação

1988 – procedimentos só poderiam ser realizados com o prévio consentimento do sujeito.

Abusos na pesquisa em tempos de “paz”

Em 1932 – Hipótese:
A sífilis era acompanhada de complicações cardiovasculares na ração negra e alterações neurológicas em indivíduos da raça branca.
No entanto, um trabalho realizado na Noruega (onde não existem negros) demonstrou que a sífilis resultava em seqüelas tanto neurológicas como cardiovasculares.
A partir disso, entidades norte americanas abriram um ambulatório para um suposto tratamento da sífilis no Alabama (cidade com muitos negros e pobres)
Aos portadores de sífilis: administrado somente placebo e lhes ofereciam exames e funeral.
Deixavam os pacientes sem tratamento para testar os achados da Noruega.
Mesmo com a descoberta da penicilina e do código de Nuremberg o estudo prosseguiu.
O projeto só foi interrompido em 1972 quando um dos pesquisadores contou o caso a um jornalista e o fato se tornou público.

Em 1977
Estudo com gestantes para observar a transmissão vertical do vírus HIV ao feto
Realizado em 15 países em desenvolvimento
Metade do grupo sem tratamento e outro grupo com metade da dose

Mulheres de Uganda foram deixadas sem tratamento de lesões pré-neoplásticas para observar se haveria a instalação do câncer do colo de útero.


Ética
Parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios que devem ser observados no exercício de uma profissão. Indica normas nas quais se devem ajustar as relações entre os diversos membros da sociedade.

Conduta do Pesquisador

Qual é o efeito da sua pesquisa sobre terceiros?
Como se relaciona com seus pares?
Impactos sobre o meio ambiente...
Pesquisa com animais...
Sem coações nem favorecimentos
Afastar preconceitos
Respeitar pontos de vista, mudar de opinião
“bom-senso” – subjetividade

Por isso... uma resolução...
196/96

Princípios:

Autonomia – consentimento livre esclarecido
Beneficência – ponderação entre riscos e benefícios
Não-Maleficência – garantia de evitar danos previsíveis
Justiça e equidade – relevância social

Revisão do código de Nuremberg – Declaração de Helsinque (1966)
Benefício não é direto ao pesquisado mas pode beneficiar a comunidade como um todo.
Viés voltado para área médica (nas áreas biomédicas as conseqüências parecem ser mais evidentes)

A resolução 196 englobou todas as modalidades do conhecimento científico.

A pesquisa não pode ser realizada como meio de satisfação de interesses de terceiros
De preferência os sujeitos devem ser pessoas com autonomia plena, respeitando-se seus valores éticos e morais, culturais, sociais e religiosos.
Que a pessoa não seja submetida à coerções que impeçam sua livre decisão
Nem deve ser induzida
Evitar sujeitos que tenham alguma relação de hierarquia com o pesquisador

Os comitês de ética:

Examinam todos os projetos de pesquisa
Não pode ter caráter corporativista (não permite que mais da metade dos seus membros sejam de uma mesma profissão)
Deve ser pluralista
Um representante da comunidade de usuários
7 pessoas, homens e mulheres
Responsabilidade da instituição onde a pesquisa será realizada
Apresentação do financiamento do projeto – com quais recursos?

domingo, 30 de setembro de 2007

Treino Assertivo

Fonte: OTERO, V. R. L. Ensaio Comportamental. In: ABREU, C. N. e GUILHARDI, H. J. Terapia Comportamental e Cognitivo Comportamental: práticas clínicas. São Paulo: Roca, 2004.


Quais são os comportamentos assertivos?

Expressão de afetos e opiniões de modo direto e a conquista de um tratamento justo, igualitário, e livre de demandas abusivas.
Expressão de sentimento, vontades...
Fazer solicitações, etc.
Não conseguem se aproximar de determinadas pessoas (patrão, familiares, professores, etc.) ou lhes dirigir a palavra.
Não vão a determinados lugares.
Não desempenham algumas funções e papéis sociais (solicitar informações, assinar cheques, procurar emprego, propor namoro, etc.)
Estas pessoas sofrem porque não conseguem dizer o que querem ou sentem.

ASSERTIVIDADE
Conjunto de habilidades de interação social que permitem a expressão de vontades, de opiniões ou de sentimentos. Diz-se que um comportamento é assertivo quando ele pode ser categorizado como apropriado, adaptativo ou socialmente aceito

O comportamento assertivo é:
Interpessoal e envolve a expressão genuína, honesta e relativamente direta de pensamentos e sentimentos
Socialmente apropriado de acordo com a sociedade que está inserido
Aquele que, quando emitido, leva em consideração os sentimentos e o bem estar dos outros
Diferente do comportamento agressivo pois não é socialmente repreensível, não é coercivo e não desconsidera os direitos de outra pessoa.

O ensaio comportamental ou role-play

Procedimento para ensinar comportamentos por meio de treinamentos.
Uma técnica para desenvolver comportamento assertivo.
Inspirada em Moreno - Psicodrama

Wolpe (1982)
Comportamentos de preocupação e medo são aprendidos a partir da interação com modelos autoritários durante o desenvolvimento e inibem as respostas espontâneas e naturais da pessoa, que deixa de expressar suas emoções, evita contatos visuais diretos e teme apresentar suas opiniões aos outros.

Conceito
É um tipo de representação teatral na qual simulam-se situações reais da vida da pessoa nas quais ela apresenta algum grau de dificuldade. No ensaio comportamental, terapeuta e cliente representam seqüências de interações sociais já vividas ou a serem enfrentadas futuramente pela pessoa.

Terapeuta como modelo: ele pode desempenhar o papel do próprio cliente ou de outra pessoa significativa no contexto.

Inversão de papéis: alternância de papéis representados por cada um

Procedimento (passos para aplicação da técnica)
Descrição da situação problema
Decompor uma seqüência comportamental
Dar instruções ou modelos de desempenho
Representar a cena
Dar dicas sobre o desempenho
Inverter papéis
Reapresentar
Reavaliar desempenho
Programar generalização
Avaliar o desempenho na situação real na sessão seguinte

O ensaio comportamental inclui também:
Treino no reconhecimento de respostas passivas, agressivas e assertivas.
Identificação das situações onde o cliente inibe respostas de auto-expressão, mostrando submissão ou agressividade.
Treino de respostas adequadas (role-playing).

O que o terapeuta deve destacar:
Emitir respostas adequadas à situação, ao nível de intimidade e ao tipo de relação com o interlocutor.
Usar tom de voz apropriado, claro e calmo para evitar respostas defensivas (favorece respostas de aceitação do outro e disposição para diálogo).
Expressar os próprios sentimentos na situação, em vez de apontar comportamentos inadequados dos outros.

Exemplo: dizer "eu me sinto constrangido ao ouvir esse tipo de comentário sobre mim"; ao invés de: "você está sendo inadequado ao me dizer isso"

Descrever claramente o que deseja da outra pessoa ao invés de sugerir vagamente uma mensagem
Evitar suposições sobre possíveis motivos que os outros teriam para tratá-lo de uma ou de outra maneira. Supor leva à conclusão que se sabe o motivo do outro e isso leva a enganos, impede o diálogo e o esclarecimento.

Solicitação assertiva adequada:
"Eu me sinto _________________ quando você __________________: eu gostaria muito que você pudesse_____________."

Princípios Utilizados
Instrução
Modelação
Modelagem

Análise de Conteúdo - FRANCO, Maria L. P. B.

Introdução

Há muito tempo preocupa-se com a análise de conteúdo de mensagens, discursos e informações.
Compreensão e interpretação das "mensagens de Deus"
1640 – análise do conteúdo de 90 hinos religiosos para detectar a possibilidade de terem efeitos nefastos sobre os luteranos.
No século XIX, a expressão verbal , seus enunciados e suas mensagens passam a ser vistos como indicadores para a compreensão de algumas questões humanas.
A análise de conteúdo ainda era predominantemente descritiva sem a incorporação de recursos analíticos e interpretativos.

Lingüística vs Análise de Conteúdo
Aparentemente possuem o mesmo objeto: a linguagem
O objeto da lingüística é a língua (estuda a língua para descrever o seu funcionamento)
Independe do sentido do discurso, das variações individuais ou sociais.
O objeto da análise de conteúdo é a palavra. Procura conhecer aquilo que está por trás das palavras sobre as quais se debruça.

Objeto da Análise de Conteúdo
Estudo da comunicação oral, escrita e figurativa, bem como nas tarefas de descrição, análise e interpretação das mensagens/enunciados emitidos por diferentes indivíduos ou grupos.

O que mais devemos levar em conta
As bases teóricas e metodológicas da a.c.
O contexto social da sua produção
A influência manipuladora, ideológica e idealizada presentes em muitas mensagens
Os impactos que provocam
Os efeitos que orientam muitos comportamentos
Condições históricas, sociais mutáveis que influenciam crenças, conceitos e representações sociais elaboradas e transmitidas via mensagens, discursos e enunciados.
Análise documental

Uso inicial da a.c.
Análise de dados "naturais" ou "disponíveis"
Ex: jornais, livros, documentos oficiais e pessoais
Atualmente
A a.c. passou a ser utilizada para produzir inferências acerca de dados verbais obtidos a partir de perguntas e observações de interesse do pesquisador
Bases teóricas da Análise de Conteúdo (cap.1)

A a.c. trabalha com MENSAGENS que expressam significados e um sentido:
Verbal (oral ou escrita)
Gestual
Silenciosa
Figurativa
Documental
Diretamente produzida

O sentido não pode ser considerado um ato isolado
"os diferentes modos pelos quais o sujeito se inscreve no texto correspondem a diferentes representações que tem de si mesmo como sujeito e do controle que tem dos processos discursivos textuais com que está lidando quando fala ou escreve"

Condições Contextuais
A emissão das mensagens está necessariamente vinculada ao contexto dos seus produtores.
Evolução histórica da humanidade
Situação econômica e socioculturais
O acesso aos códigos lingüísticos
Competência para saber decodificá-los
Componentes ideológicos construídos socialmente
Resultado: expressões carregadas de componentes cognitivos, afetivos, valorativos e historicamente mutáveis.

Linguagem na a.c.
Construção real de toda a sociedade
Expressão da existência humana em diferentes momentos históricos
Se distancia de uma concepção formalista da linguagem (valor exagerado às palavras)
"Na lingüística tradicional, a condenação de todo recurso ao sentido das mensagens elevou a palavra como um dos componentes indispensáveis para o tão almejado rigor científico em relação à descrição das estruturas da língua"

A Semântica para a a.c.
É a busca descritiva, analítica e interpretativa do sentido que um indivíduo (ou diferentes grupos) atribuem às mensagens verbais ou simbólicas.
Ex. O sentido da palavra LIVRO
Leitores "eruditos" e leitores "comuns"
Leitores alfabetizados e os não alfabetizados.
Descobertas devem possuir relevância teórica
O conteúdo de uma mensagem deve estar relacionado com outros dados
Deve ser representado por uma teoria.
A a.c. implica em comparações contextuais

Comparação e Classificação
Entendimento de semelhanças e diferenças
EXIGE:
Compreensão dos enunciados a serem classificados
Julgamento comparativo
A abstração do significado e do sentido das mensagens
Inferência das categorias classificatórias
"Sem dúvida esta empreitada é tipicamente intelectual"

Características Definidoras(cap.2)
A a.c. permite fazer inferências
Inferimos sobre qualquer elemento da comunicação com base nas mensagens:
O que se fala?
O que se escreve?
Com que intensidade?
Com que freqüência?
Que tipo de símbolos figurativos são utilizados para expressar idéias?
E os silêncios?
E as entrelinhas?

Elementos que compõe uma comunicação (fig.)
Uma fonte ou emissão (quem?)
Um processo codificador (por que?) que resulta em
Uma mensagem (o que?) que se utiliza de um canal de transmissão:
Um receptor (ou detector da mensagem – para quem?), e seu receptivo
Processo decodificador (com que efeito?)

Propósito da a.c. é analisar mensagens para produzir inferências
As características do texto
As causas e/ou antecedentes da mensagem
Os efeitos da comunicação

Não é uma mera descrição das características da mensagem

Pressupostos básicos no trabalho do conteúdo do ponto de vista do produtor
Toda mensagem contém muitas informações sobre seu autor:
Suas filiações teóricas
Concepções de mundo
Interesses de classe
Traços psicológicos
Representações sociais
Motivações
Expectativas

O autor é um selecionador e a seleção não é arbitrária
Seleciona o que considera mais importante para "dar o seu recado"
Está condicionado pelos interesses de sua época, ou da classe a que pertence
É formado no espírito de uma teoria (nem necessariamente erudita e nem necessariamente popular)

A teoria do autor orienta sua concepção da realidade
Esta concepção é filtrada mediante seu discurso e resulta em implicações importantes para quem se propõe fazer análise de conteúdo.
O ponto de vista do receptor
Para inferir os efeitos que determinada mensagem causa ou pode causar.

Qual é o impacto que determinada mensagem causa no receptor?
Efeitos de propagandas políticas?
Efeitos de livros didáticos como elementos de veiculação ideológica?
Programas de televisão?
Manchetes dos jornais? etc.


O ponto de vista do receptor
Uma questão...
Podemos esbarrar com o processo de decodificação do receptor que pode diferir do processo de decodificação do analista de conteúdo...
Não devemos descartar este tipo de pesquisa mas devemos lembrar que apresentam esta dificuldade especial.
O ideal: Uma pesquisa com as inferências do investigador, e outra que possa checá-las junto aos possíveis receptores.

O ponto de vista do receptor

A análise deve sempre partir do conteúdo manifesto e explícito das comunicações emitidas (para não cairmos no risco de efetuar análises meramente subjetivas)
Por outro lado... Não devemos descartar a possibilidade de realizar uma sólida análise acerca do conteúdo "oculto" das mensagens e de suas entrelinhas (conteúdo latente)

"o que está escrito, falado, mapeado, figurativamente desenhado (...) será o ponto de partida para a identificação do conteúdo manifesto (seja ele explícito ou latente). A análise e a interpretação dos conteúdos obtidos enquadram-se na condição dos passos (ou processos) a serem seguidos. (...) para o efetivo ‘caminhar neste processo’, a contextualização deve ser considerada como um dos principais requisitos, e, mesmo, ‘o pano de fundo’ no sentido de garantir a relevância dos resultados a serem divulgados (...)"

Inferência
Constitui a finalidade de uma análise de conteúdo
Se infere sobre qualquer elemento do processo de comunicação (fig.):
Fonte emissora
Processo codificador
Mensagem
Receptor
Processo decodificador

O analista trabalha com vestígios : manifestações de estados, de dados, e de fenômenos.
O analista tira partido do tratamento dos dados que manipula para inferir (de maneira lógica) conhecimentos que extrapolem o conteúdo manifesto nas mensagens e que podem ser associados a outros elementos (emissor, condições de produção, seu meio).

Confere relevância teórica à a.c.
Implica em fazer comparações: o conteúdo de uma mensagem só terá sentido se for relacionado a outros dados (alguma forma de teoria)


Ex. Em um discurso sobre "o papel do educador" – o analista deve ser capaz de descobrir qual é o referencial teórico embutido no discurso a ser analisado.

Inferência
Deve comparar também:
O papel de uma mensagem em diferentes situações, em diferentes momentos, e para diferentes audiências.
Com a opinião de outros especialistas no sentido de garantir a fidedignidade e validade do conteúdo analisado.

Os campos da análise de conteúdo(cap.3)

Métodos Lógico-Semânticos(campo central da análise de conteúdo)
Não se dedica à análise da estrutura formal de um texto.
O conteúdo manifesto (ou imediatamente acessível) é seu ponto de partida.
Aplicação à variadas modalidades de texto
Busca compreensão do sentido
Delineamento de um plano de pesquisa
Plano para coletar e analisar os dados a fim de responder à pergunta do pesquisador, que inclui:
Selecionar amostra de dados para análise
Criar categorias de conteúdo
Comparar categorias
Quais são as inferências que posso extrair dos dados?
"Em suma, um bom plano garante que teoria, coleta, análise, e interpretação de dados estejam integrados."
Analogia entre um plano de pesquisa e o projeto de uma construção de uma casa


"Sem um projeto, materiais de construção poderão ser reunidos, mas não haverá orientação alguma quanto ao tipo ou quantidade necessários. Carpinteiros pedreiros e encanadores poderão reunir tais materiais, mas cada um deles terá uma concepção diversa da estrutura que deverão erigir.
A casa resultante de gastos inúteis, de esforços desnecessários e de materiais inadequados é muito provável que venha a ser disfuncional. Tanto na casa, quanto na análise de conteúdo sem um bom plano, antecipado e consistente, pode ser difícil descobrir qualquer uso para o produto final."


As unidades de análise (cap.4)
Elas se dividem em:
Unidades de Registro
Unidades de Contexto

As unidades de registro
Parte do conteúdo cuja ocorrência será registrada de acordo com as categorias levantadas
Pode ser:
A palavra
O tema
O personagem
O item

1. A Palavra (tipo de unidade de registro)
Caracterização: menor unidade de registro.
Pode ser: palavra oral ou escrita, um símbolo ou um termo.
Campos de atuação: estudos de fidedignidade para determinar facilidade ou dificuldade de compreensão de material escrito; estudos para detectar freqüência de certos termos na imprensa; pesquisas de estudos literários; pesquisas no campo da psicoterapia.
Limitações: volume de dados

2. O Tema
Definição: afirmações sobre determinado assunto. Pode ser: simples sentença, conjunto delas ou um parágrafo.
Incorpora o aspecto pessoal atribuído pelo sujeito acerca do significado de uma palavra e/ou sobre conotações atribuídas a um conceito.
Envolve componentes racionais, ideológicos, afetivos e emocionais.
Obtemos um grande número de respostas permeadas por diferentes significados e devemos interpretar e analisá-las em seu sentido individual e único.
Campos de atuação: estudos sobre propaganda, representações sociais, opiniões, expectativas, valores, conceitos, atitudes e crenças.
Limitações: tempo exigido para coleta de dados e os limites não são facilmente identificáveis.
O analista precisa ser capaz de reduzir uma sentença em seus temas componentes para poder classificá-las em suas respectivas categorias.

3. O Personagem
Definição: são pessoas particulares que podem ser classificadas de acordo com diferentes indicadores: nível socioeconômico, sexo, etnia, educação, escolaridade, nacionalidade, religião, etc.
Indispensável para a contextualização dos dados
Não há limitações
Campos de atuação: análises de autores de histórias, de dramas, de biografias, de programas de TV, de filmes, etc...

4. O Item
Definição: usamos esta unidade de registro quando um material pode ser caracterizado a partir de atributos definidores.
Ex. Que assunto é privilegiado no livro? Do que se trata? Economia doméstica? Turismo?
Permite detectar os atributos implícitos em diferentes mensagens
Limitações:
Problemas de classificação dos atributos em duas ou mais categorias
Ex. "Tempos Modernos" de Carlitos.
"Embora (...) os tipos de unidades de registro tenham sido apresentados como unidades estanques e, provavelmente, interpretadas como independentes, vale levar em conta que não existe nenhuma razão plausível para endossar que um estudo particular se utilize, apenas, de um tipo de unidade de registro.
Ao contrário, elas podem ser combinadas, compartilhadas e inter-relacionadas para garantir a possibilidade de realização de análises e interpretações mais amplas e que levem em conta as variadas instâncias de sentido e de significado implícitos nas comunicações orais, escritas ou simbólicas."

As Unidades de Contexto
É o pano de fundo que imprime significado às unidades de análise
Podemos obter dados que explicitem a caracterização dos informantes
É a parte mais ampla do conteúdo a ser analisado
Deve ser considerada e tratada como a unidade básica para a compreensão da codificação da unidade de registro .
As Unidades de Contexto
É necessário fazer referências ao contexto próximo ou longínquo da unidade a registrar
Vários codificadores trabalhando num mesmo corpus: necessidade de um acordo prévio para recuperar os diferentes contextos das mensagens.
"Incorporando as unidades de registro, as unidades de contexto podem ser explicitadas via confecções de tabelas de caracterização (sempre acompanhadas de suas devidas análises); podem ser relatadas sob forma de histórias de vida, de depoimentos pessoais, de um conjunto de palavras, de um parágrafo ou mesmo de algumas sentenças. O importante é ressaltar que qualquer que seja a forma de explicitação, fique claro o contexto a partir do qual as informações foram elaboradas, concretamente vivenciadas, e transformadas em mensagens personalizadas, socialmente construídas, e expressas via linguagem (...)"
A organização da análise (cap.5)
Após a definição das unidades analíticas
(de registro e de contexto)

A PRÉ ANÁLISE
Fase de organização do material
Primeiros contatos com o material – "intuições"
Sistematizar os dados, constituir um esquema
Permite a elaboração do plano de análise
Tarefas da pré-análise
Escolha dos documentos
Formulação das hipóteses e/ou objetivos
Elaboração de indicadores que fundamentem a análise final
Estas tarefas não são seguidas necessariamente nesta ordem e são estreitamente ligadas

As atividades da pré-análise:

a. A leitura "flutuante"
São os primeiros contatos com os materiais...
Nesta fase podemos nos deixar invadir por impressões, representações, emoções, conhecimentos e expectativas.

"esta fase é chamada de leitura flutuante, por analogia com a atitude do psicanalista. Pouco a pouco, a leitura vai se tornando mais precisa, em função das hipóteses emergentes, da projeção de teorias adaptadas sobre o material e da possível aplicação de técnicas utilizadas com materiais análogos"

b. A escolha dos documentos
Pode ser definida a priori
Uma secretária de estado solicita a um grupo de especialistas que explorem a analisem os recortes divulgados pela imprensa acerca dos dados referentes às condições infra-estruturais das instituições de ensino público, ou sobre os dados e as mensagens comentadas sobre os índices de evasão e repetência de um determinado nível de ensino.
b. A escolha dos documentos
Ou pode ser definida a partir dos objetivos determinados pelo pesquisador
O objetivo é detectar as representações sociais que professores e alunos desenvolvem sobre as práticas educativas (em geral) e sobre a avaliação educacional. Opta-se, então, pela análise dos discursos e das mensagens que incidam sobre o tema escolhido.
b. A escolha dos documentos

A CONSTITUIÇÃO DO CORPUS
"Conjunto de documentos tidos em conta para serem submetidos aos procedimentos analíticos. A sua constituição implica escolhas, seleções e regras"

Regras para seleção do corpus
Regra da Exaustividade
É preciso considerar todos os elementos do corpus mesmo com a dificuldade de acesso.
Configurar e esclarecer o contexto contido nas mensagens

Regra da Representatividade
Material volumoso: selecionar uma amostra
A amostra deve ser representativa para que os resultados possam ser generalizados
É preciso identificar a distribuição das características dos elementos da amostra
Universo Heterogêneo: amostra maior
Universo Homogêneo: amostra menor
Ao acaso ou por quotas
As vezes é melhor reduzir o universo – garantir maior relevância, maior significado e maior consistência ao estudo em questão

Regra da homogeneidade
Os documentos devem ser homogêneos
Exemplo: "as entrevistas realizadas para captar mensagens sobre um determinado tema devem (todas elas) conter questões que se refiram ao tema escolhido; as respostas dadas às questões formuladas devem ser obtidas mediante a utilização de técnicas semelhantes em situações, igualmente, semelhantes; e devem, também, ser realizadas por indivíduos similares"
Para obter resultados globais e/ou comparar entre si resultados individuais
Esta regra não se impõe quando se trata da análise de conteúdo de um documento único e singular.

As atividades da pré-análise:

(c) a formulação das hipóteses
Hipótese: afirmação provisória que nos propomos verificar (confirmar ou não) recorrendo aos procedimentos de análise
Ela permanece em suspenso enquanto não for submetida à prova de dados fidedignos.
Bases para sua formulação de hipóteses a priori: instância exterior aos dados; quadro teórico
Algumas análises podem ser efetuadas sem hipóteses pré-concebidas.
Isso não significa deixar de utilizar técnicas adequadas e sistemáticas para fazer "falar" o material selecionado para a análise
Primazia do quadro de análise sobre as técnicas, e vice-versa
Procedimentos exploratórios: o quadro de análise não está fechado embora incluam técnicas sistemáticas
São privilegiados em relação aos procedimentos fechados:
Observa-se as mensagens mediante o referencial de um determinado quadro teórico preestabelecido que não pode ser modificado.
Hipóteses implícitas
Importância das interpretações latentes: não estão estritamente ancoradas nas mensagens emitidas.
Devem ser consideradas informações importantes
Podem fornecer interpretações complementares valiosas
Constituem elementos úteis para a experimentação de novas hipóteses

As atividades da pré-análise:

(d) a referência aos índices e a elaboração de indicadores

Índice: menção explícita, ou subjacente, de um tema em uma mensagem
Quantas vezes uma temática é mencionada?

Indicador = freqüência do tema
Análise quantitativa da freqüência e proporcionalidade de sua menção em relação a outros temas presentes

Devemos dar atenção para temas "latentes", ou seja, mencionados de forma implícita: possibilita uma interpretação mais significativa
Após a escolha dos índices procede-se à construção de indicadores seguros e precisos.
Teste de alguns recortes de textos – pré-teste da análise.

Capítulo 6 - As Categorias de Análise


Definir Categorias (após a definição das unidades de análise) – ponto crucial da análise de conteúdo, é o que sustenta uma boa análise.
Processo longo, difícil e desafiante
Não existem fórmulas mágicas para orientar o analista
Não é aconselhável estabelecer passos apressados ou muito rígidos
O processo implica em muitas idas e vindas da teoria ao material de análise e vice versa
O pesquisador deve se basear em: conhecimentos, competência, sensibilidade e intuição

CATEGORIZAÇÃO:
É uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação seguida de um reagrupamento baseado em analogias, a partir de critérios definidos.

Critérios de categorização:
Semântico
Sintático
Léxico
Expressivo

Caminhos que podem ser seguidos na elaboração de categorias:
1. CATEGORIAS CRIADAS A PRIORI:
As categorias e seus respectivos indicadores são predeterminados em função da busca a uma resposta específica do investigador.
Exemplo p. 58/59

CATEGORIAS CRIADAS A PRIORI:Implicações...
Supersimplificação e fragmentação do conteúdo manifesto
Espécie de "camisa de força" na fala dos respondentes
Procuro encaixar as respostas naquele sistema categórico pré-estabelecido
Caminhos que podem ser seguidos na elaboração de categorias:

2. AS CATEGORIAS NÃO SÃO DEFINIDAS A PRIORI
Emergem da "fala", do discurso, do conteúdo das respostas.
Implicam em constante ida e volta do material de análise à teoria.
Passos:
descrição do significado e do sentido atribuído por parte dos respondentes (para uma amostra)
classificação das convergências e respectivas divergências (para uma amostra)
Caminhos que podem ser seguidos na elaboração de categorias:

AS CATEGORIAS NÃO SÃO DEFINIDAS A PRIORI
Criação de um código para a leitura (sempre aberto a novas categorias) dos demais respondentes
Novas categorias vão sendo criadas, à medida que surgem nas respostas.
Interpretação à luz das teorias explicativas
Infere-se, nas diferentes falas, diferentes concepções de mundo, de sociedade, de escola, de indivíduo etc.
Exige mais bagagem teórica do pesquisador
Tendência de criar grande quantidade de categorias
Risco de abrir uma categoria para cada resposta, o que fragmenta o discurso e prejudica a análise
Devemos procurar encontrar princípios organizatórios (categorias mais amplas, ou molares), para depois classificar os indicadores (categorias moleculares). (exemplo p.61/62)
Vantagem: possibilidade de surgir dados novos e diversificados. (exemplo p. 63-65)

Requisitos para a criação de categorias
Exclusão mútua – princípio único de classificação
Pertinência – a categoria deve estar adaptada ao material de análise escolhido e ao quadro teórico definido
Objetividade e fidedignidade – uma determinada matriz de categorias, devem ser codificadas da mesma maneira, mesmo quando submetidas a várias análises
Produtividade – possibilidade de oferecer resultados férteis em índices de inferência, em hipóteses novas, e em dados relevantes para o desenvolvimento de teorias.

sábado, 29 de setembro de 2007

Modelo do Termo de Consentimento Livre Esclarecido

UNIVERSIDADE BANDEIRANTE DE SÃO PAULO


São Paulo, de de 2006.



TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO


Solicitamos sua autorização para a realização de aplicação de questionário (ou formulário, ou realização de entrevista) com o objetivo de estudo do tema ...............................................

Tal trabalho está sendo orientado pelo professor responsável pela disciplina Técnicas e de registro e observação Psicológica que assina abaixo este documento. Os dados obtidos serão absolutamente sigilosos e em momento algum divulgada a identidade dos participantes. È garantido o direito de desistência do participante em qualquer momento da pesquisa. Por estar de acordo com a participação e consentir no uso dos dados obtidos para o relatório de pesquisa (sempre preservada a identidade dos participantes) assinam abaixo:



Participante: ___________________________________



Representante do Grupo: _________________________



Professor orientador: _____________________________